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09 02 Poscardio Impacto da Poluição Noticia 1O presente artigo analisa o impacto da poluição do ar por material particulado fino (MP2,5) na mortalidade por doenças do aparelho circulatório (DAC, DIC e DCBV) nos 164 bairros do município do Rio de Janeiro (BMRJ) entre 2000 e 2019.

Os resultados demonstram não só altos níveis de MP2,5 nos BMRJ, como também uma concentração da população nos bairros mais poluídos, com nove em cada dez residentes expostos a níveis altos e extremos de poluição do ar, ultrapassando até quatro vezes o nível recomendado pela OMS.

As taxas de mortalidade por DAC, DIC e DCBV demonstram aumento progressivo e gradiente conforme os níveis de poluição do ar aumentam (de moderados para extremos). Os homens em geral apresentam taxas de mortalidade maiores que as mulheres, entretanto a partir dos 70 anos as mulheres superam os homens independentemente do nível de poluição do ar.

As taxas de óbitos têm aumento relativo de poluição moderada (PoM) para poluição extrema (PoE), de 24% para DAC, 20% para DIC e 38% para DCBV.

A média de idade dos óbitos é menor em bairros com níveis altos e extremos de poluição do ar comparado com aqueles com níveis moderados, revelando que níveis altos de poluição do ar, podem reduzir a expectativa de vida.

Em 71% dos BMRJ predomina-se vulnerabilidade social intermediária ou alta, com um gradiente socioambiental crescente, quanto maior a vulnerabilidade social, maior a concentração de poluição do ar.

Conclui-se que as taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares e cerebrovasculares estão associadas a poluição do ar, com maior impacto nos bairros com níveis altos e extremos de poluição e naqueles com vulnerabilidade social mais altas.

Laia o Artigo completo AQUI

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