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Informe Acadêmico

A Defesa de Dissertação de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Medicina – Cardiologia, do aluno José Francisco Taty Zau foi realizada às 08h30’ do dia 04 de outubro de 2016, no auditório Halley Pacheco - 08º andar do HUCFF/UFRJ.

AVALIAÇÃO DO ESTRESSE OXIDATIVO EM PACIENTES CORONARIOPATAS REVASCULARIZADOS CIRURGICAMENTE SUBMETIDOS À REABILITAÇÃO CARDÍACA.

Fundamento
A doença cardiovascular é a principal causa de morbimortalidade no mundo. O estresse oxidativo tem implicações na patogênese destas doenças. A reabilitação cardíaca em pacientes com doença arterial coronariana crônica revascularizada cirurgicamente poderá prevenir eventos cardiovasculares, provavelmente através da atenuação do estresse oxidativo.

Objetivo
Verificar se o estresse oxidativo é atenuado por um programa de reabilitação cardíaca em pacientes coronariopatas crônicos revascularizados cirurgicamente, mediante análise de marcadores de dano lipídico, dano proteico e antioxidantes em quatro momentos (M0, M1, M2 e M3).

Pacientes e Métodos

Estudo quase experimental, com séries temporais. A população do estudo foi constituída inicialmente por 40 pacientes com doença coronariana crônica estável que se submeteram à cirurgia de revascularização miocárdica e que frequentaram o programa de reabilitação cardíaca no Serviço de cardiologia do exercício do Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro, entre Janeiro de 2014 e Janeiro de 2016. Para a análise dos dados foi utilizado ANOVA one way e suas significâncias.

Resultados
Após o início da reabilitação cardíaca verificou-se uma diminuição significativa e progressiva nos níveis de TBARS, uma tendência a diminuição da proteína carbonilada, aumento inicial e posterior queda dos níveis de

substâncias antioxidantes (SOD, CAT e GPx). Foi verificado aumento gradual e progressivo do ácido úrico e aumento do FRAP apenas no final da reabilitação cardíaca.

Conclusão
O exercício físico regular através de um programa de reabilitação cardíaca pode atenuar o estresse oxidativo em pacientes coronariopatas crônicos revascularizados cirurgicamente.

pdf icon Confira a Defesa de Dissertação de mestrado aqui.

Veja abaixo as fotos da defesa

Jose Taty Zau

A Defesa de Tese de Doutorado da aluna Angela Maria Eugenio, foi realizado no dia 23 de novembro de 2016, no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira – 8º andar do HUCFF/UFRJ.

Objetivo
Analisar a letalidade hospitalar, sobrevida e causas de morte após revascularização dos membros inferiores.

Método
Foram utilizadas as Autorizações de Internação Hospitalar 2006/10 e Declarações de Óbito 2006/13. Foi realizado linkage probabilístico, utilizando o programa estatístico Stata.

Resultados
Foram encontrados 1.814 procedimentos em 1.558 pacientes, 900 homens (57,8%) e 658 mulheres (42,2%), 749 (48,0%) cirurgias abertas e 809 (52,0%) angioplastias. Os homens foram maioria em ambos os procedimentos, exceto nas angioplastias acima de 70 anos. A maioria dos procedimentos foi realizada entre 50 a 69 anos sendo a letalidade após angioplastias de 1,9 % e após cirurgias abertas de 6,9%. A letalidade foi maior entre as mulheres após a angioplastia em qualquer faixa etária e após a cirurgia acima dos 50 anos. Os hospitais públicos apresentaram menor letalidade hospitalar. Nos primeiros 30 dias após a alta, houve redução da sobrevida nos dois procedimentos. A causa básica de óbito mais frequente foi o Diabetes mellitus seguido da doença aterosclerótica. A análise das causas múltiplas revelou diagnósticos de septicemia, iatrogenia e complicações após cirurgia e insuficiência renal após angioplastia. A mortalidade geral foi maior nos pacientes do que a população do Estado do Rio de Janeiro acima de 50 anos.

Conclusão
A letalidade hospitalar foi elevada após cirurgias abertas. A maior redução na sobrevida ocorreu nos primeiros 30 dias após a alta hospitalar. O estudo das causas de morte mostrou o diabetes como maior causa de morte. As causas múltiplas revelaram iatrogenia e complicação após cirurgia e insuficiência renal após angioplastia.

pdf-icon Confira a Defesa de Tese de Doutorado aqui.

A Defesa de Tese de Doutorado da aluna Eliza de Almeida Gripp, foi realizada às 10 horas do dia 13 de dezembro de 2016, no Auditório Professor Halley Pacheco de Oliveira – 8º andar do HUCFF/UFRJ.

Fundamentos

A elevada morbimortalidade de cardiotoxicidade associada à terapia antineoplásica do câncer de mama poderia ser rezudida através do uso precoce de drogas cardioprotetoras. No entanto, a sensibilidade reduzida da fração de ejeção (FE) limita sua utilização nesta estratégia preventiva. Novos parâmetros, como o strain longitudinal bidimensional (SL2D), estão sendo utilizados na detecção precoce das alterações da função contrátil miocárdica.

Objetivos
Avaliar a incidência de cardiotoxicidade entre pacientes tratados para câncer de mama, os fatores independentes associados a este evento e a capacidade do SL2D em identificá-la precocemente.

Métodos
Estudo prospectivo e observacional de pacientes ambulatoriais consecutivos com diagnóstico de câncer de mama, sem tratamento antineoplásico prévio e sem disfunção ventricular, submetidos ao uso de antracíclicos e/ou trastuzumab, avaliados trimestralmente de forma cega em relação à terapia, e seguidos por 6 a 12 meses. Regressão de Cox foi utilizada para avaliar a associação de variáveis clínicas, terapêuticas e ecocardiográficas com a presença de cardiotoxicidade. Curva ROC foi construída para identificar o ponto de corte do SL2D capaz de prever a redução da FE.

Resultados
De agosto de 2014 a fevereiro de 2016, foram avaliadas 49 mulheres com idade média de 49,7±12,2 anos, sendo identificados 5 casos de cardiotoxicidade (10%), aos 3 (n=2) e 6 (n=3) meses de seguimento. SL2D foi associado de forma independente ao evento (p=0,004; HR=2,77; IC95%: 1,39-5,54), tendo como ponto de corte para este diagnóstico o valor absoluto de -16,6% (ASC=0,95; IC95%: 0,87-1,0) ou redução de 14% (ASC=0,97; IC95%: 0,9-1,0).

Conclusão
A redução de 14% do SL2D (ou valor absoluto de -16,6%) foi capaz de identificar de forma precoce os pacientes que podem evoluir com cardiotoxicidade associada ao uso de antracíclico ou trastuzumab.

pdf-icon Confira a Defesa de Tese de Doutorado aqui.

Veja abaixo as fotos da defesa

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