• banner formacao 2
  • banner metasV2
  • banner objetivo

Notícias

AulaInauguralSite2Convidamos todos os alunos do Programa de Pós-Graduação em Medicina – Cardiologia da Faculdade de Medicina e do Instituto de Cardiologia Edson Saad - ICES / UFRJ a participar da aula inaugural que será realizada no dia 16 de março de 2015, segunda-feira, às 11:00, no Anfiteatro Alice Rosa, 12º andar do prédio do HUCFF.

A aula Inaugural terá como tema a “Pós-graduação na UFRJ - Onde estamos e para onde vamos” que será proferida pela Pró-Reitora Profª. Debora Foguel, sendo o Presidente da conferência o Prof. Emérito Nelson Albuquerque Souza e Silva.

A presença será obrigatória para os alunos matriculados no curso de Pós-graduação em Cardiologia.

Aguardamos a presença de todos.

senta-e-levantaConfira abaixo o teste liderado pelo Dr. Claudio Gil Araújo, que é Professor Visitante Sênior do ICES - UFRJ.

Aptidão física é um atributo fortemente relacionado com saúde. Ainda que mais conhecida pelo componente de condição aeróbica, a aptidão física também inclui quatro componentes não-aeróbicos, a saber: força/potência muscular, flexibilidade, equilíbrio e composição corporal. Até pouco tempo atrás, os componentes não-aeróbicos recebiam pouca atenção dos médicos, contudo, não somente devido a epidemia mundial de obesidade mas também com o aumento da longevidade da população, passou a ficar muito evidente que a qualidade de vida estava muito associada à esses componentes.

Com a proposição do teste de sentar-levantar (TSL) no final dos anos 90, passou a ser possível, avaliar simultaneamente esses quatro componentes não-aeróbicos da aptidão física. O TSL consiste em solicitar ao indivíduo para que, descalço e com roupas confortáveis e que não limitem sua movimentação, tente sentar e se levantar do solo sem usar as mãos ou os joelhos e sem desequilibrar. Aqueles que conseguem fazê-lo dessa forma recebem 5 pontos para sentar e 5 pontos para levantar, perfazendo um escore composto de TSL igual a 10. Para cada apoio utilizado (mão ou joelho), tanto no sentar como no levantar, é subtraído um ponto, enquanto o desequilíbrio na ação é penalizado com um ponto. O escore composto varia portanto entre zero e dez. Um vídeo explicativo do teste é disponível em YouTube em: https://www.youtube.com/watch?v=MCQ2WA2T2oA .

Em 2012, pesquisa liderada pelo Dr. Claudio Gil Araújo (atual professor visitante sênior do Instituto do Coração Edson Saad da UFRJ) mostrou que o desempenho no TSL era um interessante preditor de mortalidade por todas as causas em pouco mais de dois mil indivíduos entre 51 e 80 anos de idade seguidos por mais de seis anos em mediana. Na realidade, o risco relativo ajustado para idade, sexo e índice de massa corporal era pouco mais decinco vezes maior para aqueles que tinham escores entre 0 e 3 quando comparados aos que pontuavam entre 8 e 10.

A partir da publicação desse artigo no Eur J Prev Cardiol, houve uma grande interesse da mídia médica e leiga sobre o TSL, repercutindo em mais de 200 países e nos principais jornais de todo o mundo. Muito desse interesse despertado, provavelmente se deve ao fato de que o TSL é um teste simples, seguro e válido e que não necessita equipamento específico ou muito espaço e que ainda pode ser realizado em apenas um ou dois minutos, podendo ser incluído na rotina de exame físico e trazendo relevantes subsídios para diagnóstico e, a partir dos 50 anos de idade, de prognóstico para mortalidade por todas as causas. 

pdf iconVeja o artigo completo

defesa dis gabriel camargo capa

No dia 26 de fevereiro de 2015, o aluno de mestrado Gabriel Cordeiro Camargo defendeu sua dissertação intitulada: COMPARAÇÃO DO TEMPO DE T1 MIOCÁRDICO EM RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DE 3T COM O TEMPO DE T2* EM 1,5T EM VOLUNTÁRIOS SAUDÁVEIS E PACIENTES COM HEMOCROMATOSE SECUNDÁRIA.

 

O trabalho teve como objetivo avaliar se a medida do tempo de T1, recentemente introduzida à ressonância magnética cardíaca, poderia ser utilizada para quantificar a concentração de ferro miocárdico em alto campo magnético. A adequada quantificação de ferro em tecidos como o coração, é fundamental para o tratamento e acompanhamento de pacientes com hemocromatose primária ou secundária. Devido a impossibilidade de realizar essa avaliação em aparelhos de 3 tesla, diversos centros diagnósticos que trocaram seus equipamentos para os de maior campo, perderam a capacidade de prestar assistência à esses pacientes. Até o momento não existem na literatura estudos que avaliem em seres humanos essa relação entre tempo de T1 e ferro miocárdico em campo magnético de 3 tesla.

 

A conclusão da dissertação foi que a medida do T1 miocárdico realizada em 3 tesla, além de muito reprodutível, se correlaciona fortemente com a concentração de ferro no tecido e tem potencial para ser usada de forma quantitativa. 

pdf icon Clique aqui e leia a tese na íntegra.

 

defesa dis gabriel camargo01defesa dis gabriel camargo02defesa dis gabriel camargo03 

Topo